Será que meu filho não come mesmo?

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Estou aqui as voltas com o livro “Meu filho não come!”, do pediatra espanhol Carlos González. Uma amiga Lívia Martucci, super mãe, ativista por natureza, embrenhada na criação com apego, na humanização do parto, defensora da amamentação, dentre outras milhões de atividades, juntou uma galera e fez uma compra coletiva deste livro, e aqui estou eu!

Uma reclamação recorrente da maioria dos pais é que seu filho não come. E claro, como mãe, esta sensação passou por mim durante várias refeições. Troca ou premiações, levar a colher na boca das crianças, distraí-las com filmes e brinquedos durante as refeições são alguns recursos utilizados pelos pais.

González, autor do livro “Meu filho não come!”, explica que obrigar a criança a comer só vai piorar e que o dever dos pais é oferecer opções saudáveis e colocar a comida na mesa, sem fazer comentário bons ou ruins sobre a refeição. Se a criança vai comer uma colherada ou raspar o prato, tanto faz. Ele diz que quando a criança tiver fome, ela vai comer.

Muitos pais justificam que adotam uma ou mais destas práticas citadas acima, pois têm receio que seus filhos fiquem doentes. Mas o pediatra reforça que se a criança está brincando, correndo e sorrindo, ela está bem!

Sobre colheradas na boca da criança, ele comenta “experimente pedir para alguém te dar colheradas de comida na boca e verá que não é nada agradável”. A criança, a partir de seis meses, consegue colocar um brinquedo na boca, então ela pode levar sozinha a comida na boca”.

Ele aconselha que os pais deem os mesmos alimentos que comem desde a introdução alimentar, sem triturá-los ou processá-los, pois criança prefere comer o que a mãe come, vai imitá-la.

Outro erro apontado pelo pediatra é oferecer prêmios como sorvetes ou doces, dentre outros, parecendo que o que está se oferecendo antes é tão ruim que é necessário uma recompensa por comer aquela refeição.

González é doutor em pediatria e autor de vários livros sobre educação, alimentação e saúde infantil, licenciado pela Universidade Autônoma de Barcelona e especialista em amamentação pela Universidade de Londres. Ele é fundador da Associação Catalã Pró Aleitamento Materno, membro do Conselho de Assessores de Saúde da La Leche League International e assessor da Iniciativa Hospital Amigo da Criança – UNICEF. É considerado um dos maiores ícones da atualidade em defesa da amamentação e da criação com apego. É casado e tem três filhos (já dormem e comem muito bem).

O livro tem tradução em português e pode ser adquirido pelo site da Editoratimo, http://editoratimo.com.br/livros/meu-filho-nao-come/

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